5 detalhes em Divertida Mente 2 que vão "divertir sua mente"
A nova animação da Pixar "Divertida Mente 2" continua a seguir a linha reflexiva que as animações vem trazendo ao longo dos anos, gerando entretenimento para as crianças e lições de vida para os adultos. Neste filme, podemos listar alguns detalhes que mudam nossa forma de enxergar o mundo.
1 - Nossas emoções amadurecem junto com a gente
Muitas pessoas brincam com o fato de a Pixar ter criado emoções com sentimentos em Divertida Mente, como por exemplo, a Alegria com raiva das outras emoções, mas, na minha opinião, essas "emoções com emoções" quiseram demonstrar algo muito mais profundo para nós. Ao longo de nossa vida, assim como nós, nossas emoções também amadurecem, fazendo com que as vivenciamos de maneira mais ou menos intensa. Quando somos crianças, por exemplo, não sabemos lidar muito bem com nossa própria tristeza e choramos descontroladamente por tudo, ao crescermos, passamos a guardar as lágrimas para os momentos mais reservados. Para que esse amadurecimento seja possível, precisamos muitas vezes de um misto de emoções, como um lampejo de alegria em meio á tristeza, ou esperança em meio ao medo. O fato da personagem Alegria sentir raiva, tristeza e medo durante o longa, fez com que ela amadurecesse e entendesse que não podia estar no controle o tempo todo.
2 - As palavras tem poder
O filme também mostra o quanto nossas palavras tem poder. As afirmações que a Riley faz sobre si mesma com base em suas memórias ruins, geram convicções equivocadas. Isso mostra que muitas vezes, dizemos mentiras sobre nós mesmos e acabamos acreditando nelas e projetando-as em nossa realidade que "não somos capazes de fazer algo", "não merecemos a felicidade que temos" ou "não somos bons o bastante". Ao fazermos isso, nossa autoestima se torna baixa, e assim como a Riley, começamos a nos auto-sabotar. Felizmente, o fim da animação nos mostra que memórias ruins não definem quem somos, e que precisamos delas tanto quanto precisamos das boas para a formação de nossa personalidade.
3 - Precisamos controlar a ansiedade
Algumas emoções, como a nostalgia, são sazonais ou temporárias, porém, ao chegar em nossa vida a Ansiedade ganha estadia vitalícia em nossa mente. Não há meios de expulsar por completo essa emoção, no filme, vemos que a ansiedade da mãe da Riley está escondida atrás da cortina, enquanto a da Riley, depois de causar muita confusão, é contida ficando quietinha tomando um chá. Na vida real, podemos "acalmar" nossa ansiedade através de exercícios físicos, terapia, atividades relaxantes ou até mesmo medicamentos, mas não existe uma cura definitiva.
4 - O Tédio.
A personificação da emoção "Tédio" é uma pessoa deitada mexendo no celular. O que poucas pessoas notaram é que não existe nenhuma memória ou convicção formada pelo tédio, o que significa que quando estamos em estado de "Tédio", tendo contato somente com telas, não criamos novas memórias significativas, é preciso viver momentos off-line para construirmos um bom senso de si.
5 - Os segredos da Riley
Quando as emoções principais da Riley são jogadas para fora da sala de controle, elas entram em contato com alguns elementos peculiares, como personagens de animações e jogos que a Riley costumava gostar quando mais nova e também um segredo "cabeludo" da Riley. Há especulações (obrigada por alugar esse triplex na minha cabeça Imaginago) que esse "segredo" era na verdade uma emoção, a Culpa, que acabou sendo reprimida, já que naquela parte do cérebro da Riley, estão as coisas que ela se envergonha ou que a Alegria achou que fossem irrelevante, e que ela deveria esquecer por serem memórias ruins.

Comentários
Postar um comentário